quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mobiliário do Mês

E o Melhor Mobiliário do Mês escolhido pela Clear Channel é do da campanha "Aniversário Solidário da Nissei". Mais um da OpusMúltipla entre os melhores, antes o da campanha "5 dias de loucura" de verão do Shopping Curitiba, aquele que as roupas iam sumindo dos cabides, já havia sido escolhido nesse ano.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Metamorfose Ambulante

E aqui estou eu. Desabafando. E se você é como eu, deverá se identificar com o meu sofrimento. É o sofrimento do mesmo. Do igual, do repetitivo. Eu gosto é de mudança, do diferente, do inimaginável, e até mesmo do inatingível. 
O que eu sinto hoje, posso não sentir amanhã.
O que eu gosto hoje, desgosto amanhã.
O que faço hoje, amanhã já me cansa.
Quem eu preciso, não me fará falta outro dia.
Se hoje eu quero mais, amanhã não quero nada.
E eu vivo numa amargura... de nunca encontrar o que eu procuro. De nunca procurar nada que eu encontre.
Não é esse o mundo para pessoas como eu... e, talvez, como você.
Eu não estou satisfeita. Eu quero mais. E quero menos.
Eu sou assim. Não pra sempre.
Eu sou assim, hoje.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

De repente

Vous-voulez se marier avec moi?, disse ele ao abrir uma caixinha preta aveludada. Em seu interior um anel que de tão brilhante ofuscou minha visão. Anel de ouro branco com uma pedra que, se não era diamante, era qualquer outra muito parecida para meus olhos leigos.
Talvez uma estrela que ele havia roubado do céu e mandado lapidar, como ele sempre disse que faria ao me pedir em casamento. Seus olhos azuis eram de magnânima beleza, refletindo, além de muito amor, minha face rubra e estupefata. Afinal, não era para ser agora, não assim. Ao menos eu não esperava que fosse. Meu vestido simples e meu scarpin da coleção passada não estavam planejados para essa ocasião.
Minha maquiagem devia estar borrada.
Poucas lágrimas deixaram meus olhos, mas o suficiente para marcar rastros de rímel sobre minha bochechas. Eu podia sentí-los.
Ele não se ajoelhou no chão como de costume nos romances épicos que eu adorava ler e nas novelas dramáticas que eu não perdia um capítulo. Mas ele chegou bem próximo de mim, depois que tomamos a última taça de vinho.
J'ai été promu, desculpou-se para um jantar excepcional em plena terça-feira. O que o fez querer isso logo numa terça-feira?
Je n'aurais pu pas attendre encore. Je voudrais vous afficher plus tôt mon amour pour vous.
Eu não falava nada, eu não me movia. Nada se movia, além do meu coração, batendo tão forte que os outros poderiam escutá-lo. Ele tocou a minha mão fria, acariciou e beijou. Fiquei arrepiada.
Ele tirou a jóia da pequena caixa e colocou no meu dedo. Senti certa dificuldade para servir, mas logo a peça valiosa - mais sentimental que materialmente - já estava encaixada.
Fazia parte de mim.
Assim eu pensava. E sentia.
E não foi preciso dizer sim. Ele sabia que era o amor da minha vida, o meu príncipe no cavalo branco. Nunca foi segredo que eu o amava mais.
 
Eu aceitei, sem precisar dizer "sim".
 
 
(Créditos ao tradutor Luca Fustinoni. Obrigada.)

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Hoje eu aprendi...

Que todo mundo tem um quê de Lady Gaga.

Vida, pra que te quero?

Escutamos muitas pessoas dizerem: "Minha vida é um erro". E o erro pode ser o correto.
Cabe a nós decifrarmos a charada. Charada sim. Nunca sabemos se o caminho que seguimos é o certo. Às vezes é, e, droga.... queríamos seguir o caminho errado bem essa vez.
É fácil quando não decidimos por nós mesmos. Sabe aquela época em que gritávamos: "Mãããããeeeee, vem me limpá"? Tudo era muito mais fácil. E eu digo não por assumirmos muito mais responsabilidades com o passar do tempo, e sim por assumirmos a nossa própria identidade com o passar do tempo.
Mais difícil ainda quando você percebe que o que você se tornou não era bem o que você havia planejado para si mesmo.
Sabe quando vamos no mercado comprar esponja de lavar a louça e tem aquela dúzia de marcas e preços e cores e tudo? É tanta coisa que você acaba não levando nenhuma. A velha ainda dá pra mais um tempo.
O excesso de opções que hoje o mundo nos oferece nos confunde. Muitas vezes nos estagna. E se você não abrir os olhos nesse momento, daí você morreu. Morreu pro mundo, pra sociedade. Você perdeu o seu papel de cidadão, parte de uma família, grupo social, e se tornou um nada.
Assim, entenda que a vida não está aí para ser "vivida"como muitos dizem. A vida é para ser CURTIDA.
Eu quero minha vida pra abalar! Dançar, amar, sorrir, sofrer, gritar, xingar e todos os verbos no infinitivo que não precisam ser escritos aqui.
Certa ou errada, minha vida eu quero é pra sentir.

*Imagem de um trabalho sobre fobias sociais do segundo semestre da faculdade. Me lembrou a logo da copa ;S